O pinheiro caiu nas trevas
Como os homens caem de velhice.
É transportado por cidades distintas
e colocado numa sala de estar
para ser exibido a crianças
que não compreendem o sangue que este derramou.
Lá ele é maquilhado como um cadáver,
embelezado por mãos frios
Que rezam-lhe canções de natal
E no derradeiro clímax do espectáculo
é devolvido à mãe terra
assim como os cadáveres humanos
fecham os olhos enquanto pás cavam a terra
e rosas embalam o caixão.
Como os homens caem de velhice.
É transportado por cidades distintas
e colocado numa sala de estar
para ser exibido a crianças
que não compreendem o sangue que este derramou.
Lá ele é maquilhado como um cadáver,
embelezado por mãos frios
Que rezam-lhe canções de natal
E no derradeiro clímax do espectáculo
é devolvido à mãe terra
assim como os cadáveres humanos
fecham os olhos enquanto pás cavam a terra
e rosas embalam o caixão.
Desculpem-se pela minha ausência... Eu espero que vocês tenham um feliz natal.
“Era um poeta e, como ele próprio escrevera – num de seus primeiros poemas, ainda desconhecido dos turcos -, neva apenas uma vez em nossos sonhos.”
- Orhan Pamuk; Neve




