sábado, 24 de Novembro de 2007

Pelos Olhos Dos Deuses


Pelos Olhos dos Deuses
Vejo a sombra e a miséria
A alegria inútil e infantil
Dos homens em serem cegos…
Mas quando vejo através dos olhos Deles
Sou livre
Deixo as amarras que me prendem
E finalmente desperto…

Tive a pensar que embora eu goste de premancer um mistério na memória das pessoas teria muita mais lógica se eu posta-se aqui o meu B.I para ficarem a me conhecer melhor. Então, após um breve momento para reflectir e decidir o que iria escrever aqui vai o resultado:

B.I


Nikname: Miriette Le Fay
Idade: 15 anos
Signo: Gémeos
Olhos: Cor De Amêndoa
Cabelo: Castanho claro, muito comprido e ondulado
Relegião: Ateia
Blog: Chevalier Noir (www.miriette.blogspot.com/)
Email: miriette_le_fay@hotmail.com
Cor Preferida: Roxo, negro, verde, azul etc
Elementos: Ar e Terra
Estilo De Roupa: Gótica, com muitas blusas sem mangas e camisas sobrepostas.
Comida: Tudo o que não prejudique os animais
Tipo de Música: Rock Gótico
Virtudes: Criativa, resistente, hiper-activa, filosófica, esperta
Defeitos: Vingativa, desastrada, língua afíada, impaciente
Namorado: Nenhum
Citação: "Não sou como a abelha saqueadora que vai sugar o mel de uma flor, e depois de outra flor. Sou como o negro escaravelho que se enclausura no seio de uma única rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele; e abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu..."

domingo, 11 de Novembro de 2007

Crónicas De Um Fantasma

PRÓLOGO

Deusa chorava, e quando chorava pequenos flocos de neve percorriam o seu rosto frágil e trémulo como as águas perfundas e incertas de tempos passados onde os animais governavam a terra. Mas decididamente este não era um dia como os outros quais queres e, como tal, a neve que caíra ao lado de um grande e velho pinheiro pertencente a uma soberba casa vitoriana decidira abruptamente vestir-se de escarlate. Mas esta, na realidade, não tinha a menor das culpas. Para ser mais precisa O sangue vermelho escuro que escorregava lentamente por uma das janelas abertas da mansão era o culpado por danificar a bela paisagem invernal que cobria tudo o quanto se podia olhar. Mas a quem é que ele pertencia? Claro está que eu, uma mera mortal entregue à mais difícil das façanhas de narrar uma história vai tentar fazer o seu melhor. E, para tal da minha boca terá de sair a voz da Deusa porque só ela é suficientemente precisa para a contar. Uma história que começou à um ano a traz na mesma casa na qual vos falei...



CAPÍTULO 1
BREVES MELODIAS


ra de madrugada e o sol mostrava o seu esplendor com todas as suas forças, cada um dos seus raios penetravam as mais pequenas fendas, nenhuma lhe escapara, nenhuma sem contar com a floresta que rodeava a mansão Bradamante. Os seus negros espinhos reluziam como facas no escuro prontas a matar, os mais belos pares de olhos na realidade pertencia ao mais perigoso seres. Nada era real. Ou melhor, a floresta, conhecida entre todos como “O Lugar Onde A Noite Reina Eternamente”, era outra espécie de realidade. Uma realidade onde incognitamente o mais desesperado dos seres se poderia esconder. Desesperado, sim, desesperado, porque era preciso estar desesperado para penetrar no coração tenebroso de uma floresta como aquela, onde o mal reinava nos olhos de quem a habitava. Mas havia alguém entre muitas outras pessoas a qual a ideia da morte não lhe ajustava...
.
***
ALGUNS MINUTOS ANTES...


A jovem Auria tinha nascido no seio de uma família rica. Desde criança tinha tido tudo o que os outros invejavam, tudo, a não ser amor. A sua mãe uma mulher na casa dos quarente, decidia e persistente tinha-a trancado como se fosse o mais rico dos tesouros. Mas de que serve um pássaro se não se pode voar? E além disso, ela não pensava nesta como um ser perfeito mas sim como uma criatura repugnante a qual nem se resignava a olhar. E Auria, uma rapariga de olhar soberbo, cor de diamantes, cabelos reluzentes e acastanhados acabara-se por resignar ao seu destino. Casar e ter filhos sofrer e vê-los sucumbir. Sim, porque todas as criaturas desde os maiores aos mais pequenos morrem. Isto era algo que ela estava mentalizada e algo na qual ela recordava avidamente e com uma ponta de contentamento.
- Assim como a Deusa nos criou um dia voltaremos a ela... E aí seremos eternos, sem sofrimento e pegado ... - concluiu para si mesma. Felizmente era assim as leis que regiam o nosso Universo.
- Auria que pensas? Pareces debruçada em memórias perdidas em busca de conhecimentos inalcançáveis, pertencentes às estrelas...
Era Eternia a sua boneca gótica de porcelana. Tinha o aspecto habitual das maiorias das bonecas. Cabelos loiros compridos, ora entrançados ora soltos, brincos que condiziam com os seus olhos cor de cristal e duas braceletes cor de oiro que, embora nesta altura Auria não o soubesse, tinham um sentido muito prático... À quem diga que consoante a roupa de uma pessoas podemos intender o que está projectado dentro dela. Mas, tal como a mairoria dos provérbios este estáva errado. O vestido de Eternia não podia ser menos apropriado com o de uma boneca pertencente a uma casa vitoriana. Era negro, curto e confortavelmente apertado. O que, juntamente com as suas unhas e dentes afiados contribuíra para ser despressada pela maioria das pessoas. Talvez fosse por isso que Auria gostasse desta. Tinha-a comprado a uma bruxa de nariz aquilino e olhos penetrantes. No início não o tinha desejado fazer, apenas tinha querido ler a sina para saber se havia qualquer forma de reverter o seu destino trágico mas depois tinha-a visto. Solitária e triste numa das prateleiras mais bororentas. Como podia ter resistido? Talvez fosse mesmo por ser de uma bruxa que esta tinha o dom da vida. Mas isso de nada importava...
- Muito pensativa? - perguntou divertida a boneca de porcelana sem conseguir desviar os olhos esbranquiçados de Auria.
- E tu? Sempre filosófica pelos vistos...
- Sim e não. Talvez eu seja apenas normal e vocês é que sejam criaturas dotadas de um pequeno cérebro incapaz de se interrogar com a vida... - Eternia estava agora cada vez mais divertida e com um gesto sobrenaturalmente rápido aproximou a sua boca do ouvido da jovem.
- Pss... um passarinho disse-me que “aquele homem” estava à tua espera no andar de baixo! E dito isso desapareceu...
- Aquele homem? Só podia ser o Lorde Mikael, o seu noivo. Concerteza que deveria estar outra vez aqui para a convidar à ópera ou qualquer outro lugar que não lhe agradasse. Até porque nenhum lugar lhe agradava quando estava na sua companhia, tinha quase a certeza que até mesmo o seu quarto escuro e nostálgico (como ela tanto adorava) parecer-lhe-ia simples e vazio... Mas que havia ela de fazer? Recusar-lhe significaria que ela arriscar-se-ia a perder o único valor que tinha para a mãe.
Derrepente Aria foi interrompida por passos apreçados que subiam a escada. Depois estes deram lugar a uma voz velha e esganiçada que lhe berrava.
- Lady Aria! Valha-me Deus... não me diga que está outra vez absorta nos seus próprios pensamentos...
A jovem apressou-se para a porta e, sem pensar ao certo no que se decidira a fazer, girou a chave cor de ouro para a esquerda, trancando-a. A maçaneta foi rodada uma e outra vez mas nada acontecera. A porta continuava imóvel como uma pedra e a mulher continuava a gritar do lado de fora. Provavelmente deve ser a Dona Matilde, uma velha chata e rabugenta que era para ter sido expulsar em tempos, quando o pai de Aria governava a casa. No entanto não o tinha sido e agora estava ali, do outro lado da porta, a tratá-la como uma empregada.
- Que irónico... Quem pensas que és? Uma nobre, uma governanta? Não, uma simples e baixa empregada. Não tens direito a tratar-me abaixo de cão só por ser desta forma que a minha “amada mãe” me trata. - berrou a rapariga.
Simplesmente não aguentava mais a forma de como toda a gente nessa casa se ria dela. Tinha que se ir embora, tinha que ir para um lugar que lhe mascara-se de negro e lhe esconde-se o seu rosto para ninguém mais a reconhecer e, incógnita, poder recomeçar uma nova vida. Uma vida cheia de esperanças e receios talvez repleta de lágrimas mas uma vida na qual soubesse amar e ser amada e não mais sofrer daquela forma...
- Talvez esta vida não exista e seja apenas um sonho provocado pela minha vontade de ser feliz... Sendo assim porque haverei de continuar em frente?
Mas o sentimento de dúvida impedia-a de cometer o erro de se suicidar, e se ainda houvesse a oportunidade de ser feliz? Decidia e esperançada Aria abriu as vidraças da janela (enquanto ainda ouvia o barulho da Dona Matilde a praguejar) e respirou fundo. O ar frio de uma manhã primaveril penetrava-lhe nos pulmões e ela, cheia de força e decidia a atingir os seus objectivos, saltou pela janela deixando-se levar pelo vento. A distancia entre esta e o chão era curta (cerca de dois metros) e não lhe foi muito difícil cair em pé. Sem ligar às manchas de terra que a sua saia tinha e ao seu cabelo um pouco emaranhado (devido ao vento) abandonou a mansão Bradamante e dirigiu-se à floresta chamada por muitos por “O Lugar Onde A Noite Reina Eternamente”...
Só os mais corajosos homens ou os mais idiotas se atreviam a atravessá-la. Auria nunca se tinha considerado nem corajosa nem idiota mas no entanto estava ali, naquele mesmo lugar, por muitos considerado amaldiçoado devido aos seres malignos que diziam-na abitar.
- A ramagem é tão densa que nem o mais forte dos raios de luz mandado pela Grande Senhora seria capaz de a atravessar. Será porque este lugar é governado pelo Senhor Das Trevas, Drakaele? Talvez... Quem sabe? - murmurou entre dentes com um olhar pávido de terror. Mas este olhar não permaneceu muito tempo no seu rosto e esta logo se acalmou. Uma melodia rodeava a floresta amistosamente, parecia triste e dramática. Talvez contasse a história de tempos passados onde cavaleiros lutavam para salvar princesas. E foi assim que se sentiu embalada e fechou os olhos, a estranha música atraia animais e pela primeira vez pode se ver predadores e presas lado a lado excluindo o sangue para dar lugar à amizade, mesmo que por uns breves minutos... Curiosamente a jovem donzela não sentia medo mas sim uma estranha sensação de calma e vazio que pouco a pouco se apoderou do seu corpo. Talvez passaram-se horas ou até mesmo dias, ninguém pode dizer ao certo, mas a verdade é que quando esta acabou Aria abriu os seus olhos, cobertos de lágrimas...



~~** FIM **~~


Bem, espero que tenham gostado! É algo diferente já que eu costumava escrever poesia, mas como eu não tinha nada para fazer hoje decidi esperimentar algo novo! Este foi apenas o primeiro capítulo e vale a pena salientar que eu estou a pensar fazer muitos mais. Mas isso, claro está, não significa que eu vou desistir da poesia. Pelo contrário! Este tipo de trabalho que eu vos apresentei agora demorou-me muito tempo para o fazer e estou pensando em postar os restos dos capítulos e talvez alguns contos ocasionalmente entre os poemas (já que estes são me muito mais fáceis de fazer). Já tenho ideias para o próximo capítulo e para um novo poema mas acho que isto vai ter de esperar já que eu estou muito cansada por causa dos testes... :(
Há! Se sabem Inglês esperimentem passar pelo live jornal da minha irmã http://anfitere.livejournal.com/.
Bloody Kisses
Miriette Le Fay

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