segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Cair No Esquecimento


Não, não quero ver meus pensamentos
Esquecidos, enterrados,
Ocultos entre as sombras
De uma noite passada
Queria ser relembrada
Tornar-me numa memória
Permanecer viva na mente humana
E não ser esquecida…
Se eu ao menos tivesse escrito um livro…
Se eu ao menos…
Paciência, é tarde de mais
Quem sabe para a próxima?

*
Desculpem-me por já não comentar à algum tempo mas sabem como é o stress das aulas *_* ... de qualquer forma resolvi passar por aqui para postar este poema antigo (já deve ter um ano e meio) e ver os últimos comentários (obrigada a tds e pfff continuem a comentar...).



Há! Tão haver a imagem das penas? Ela é do manga e anime Air (eu nunca o vi mas é muito popular e eu acho que a minha querida Amphitere o vê... (curiosamente nunca foi cá comentar...) ... maldita...



E por falar em mangas o último que eu acabei de ler foi o Maya's Funeral Procession, um oneshot de yuri.
O mangá falava de uma rapariga chamada Reina que juntamente com os seus pais foi passar férias na sua casa de verão. Lá esta encontra outra rapariga que apresenta-se como Maya. Esta, ao contrário da 1.º veste-se de negro (com mangas compridas embora seja verão) e tem um ar sério e distante. As duas (embora Reina tivesse um noivo) acabam por apaixonar-se, mas o que devia ser o início de um lindo romance é marcado pela tragédia (tal como todos os primeiros romances de yuri)...

*

Vejam aqui a baixo a capa...


terça-feira, 11 de Setembro de 2007

O Último Suspiro


Quando a tua hora chegar
Debruçar-me-ei sobre ti
Verei a luta desenfreada do teu coração
Reclamando por mais um minuto de vida
Assistirei ao último dos teus suspiros
A tua pele que fora em tempos das mais belas
Pintada de encarnado pelos anjos
Ficará alva como a neve
E eu, mudo e sem palavras
Fecharei teus olhos
Para que não vejas
As lágrimas que me rolam pela minha face
A fúria da minha alma corrompida e vácua
E nesta altura
Perceberás que lutar é em vão
A morte abraçar-te-á o teu corpo
Mas ainda antes disso
Ainda vou ouvir o murmúrio da tua voz
Mais alta e sublime de que qualquer deus dizendo:
- Esquece-me … -

-
-

-
Passear por entre as urtigas e os arbustros de urze, deliciar-me com os mais doces frutos, saborear o mel oferecido por uma abelha, cantar ao som da melodia dos pássaros e no final do dia sentar-me nas ervas frescas que cheiram a geada a observar as estrelas... Como seria maravilhoso...

domingo, 9 de Setembro de 2007

O Despertar


Abro os olhos para a morte
Escondo-me na noite
Renego à relegião
Saciu a minha sede roubando a vida
que me alimenta com desdém.
Sou Príncipe
Sou Rei
Acordei
E de nada sei.
Não sou um reflexo da vida
E de sedutor nada tenho
E se uma besta nasce nos meus olhos
E se eu perder a razão
É porque sempre que acordo
Acordo em plena solidão...

Este foi o poema mais antigo que eu tenho e que ao mesmo tempo marcou-me muito e é de um grande significado para mim. Até me admira de só agora o ter postado. Espero que teja desculpada... :D


"Os espinhos que me feriram foram produzidos pelo arbusto que plantei."

(Byron)

terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Os Amantes


Amor, vamos unir-nos em súplicas e apelos
Naquele lugar que construimos
Feito de rosas e perfumes marinhos
no mundo dos sonhos.
Lugar onde sou capaz de ganhar asas
E voar sobre os espinhos
da nossa civilização homofóbica
intolerante e incapaz de entender
que não é só os opostos que se atraíem
e que dois negros vultos podem unir-se
num abraço eterno
como mil e um fogos que arrebatam meu coração.
Vamos amor, não precisas ter medo
Que lá a noite é cega
E as rosas não nos acusam.

Dedicado a 2 personagens ficticias de shonen-ai ...
-
"I'm often asked wether I'm hetrosexual, bi-sexual or gay. I just say that I'm sexual - A sexual opportunist."
[Anonymous]
-
Good blood dreams Miriette Le Fay aka Chevalier Noir

Convite


Lembro-me que naquela altura julgava estar acordado, mas isso era uma simples ilusão, cada vez que me mexia na cama mais me afundava nos meus pensamentos. Ao princípio nada via, apenas uma luz translúcida e um pouco sufocante que me acariciava os cabelos. Mas pouco a pouco foram aparecendo imagens em tons de púrpura e quando dei por mim voava por céus inseguros. Mas para onde ia eu? Simplesmente não sabia, ou melhor sabia-o mas ignorava-o. Desta vez tinha que ser, tinha que encontrar aquele vulto mascarado de negro. Porquê não sei mas tinha que o fazer ou pelo menos morrer tentando. Abracei aqueles céus com uma coragem brusca mas isto de nada serviu, continuava ser difícil de atravessar, cada passo que eu dava equivalia por vinte e as nuvens negras adensavam-se cada vez mais. Era impossível respirar, era impossível mexer-me, era impossível gritar. Tentei acreditar que tudo isto era um alucinação provocada pela minha mente às vezes um pouco “instável”, mas o meu coração, que quase saia pela minha boca fora, era incapaz de ficar calmo tamanha a sua fúria desbravada. Fiz de tudo para me soltar, implorei, chorei, contorci-me mas em nada isto me ajudo, pelo contrário tornava este momento marcado pelo destino desde a altura que nascera cada vez mais difícil.
Aí fechei os olhos de mansinho, calmamente meu coração desistiu daquela luta desenfreada contra o destino e o meu respirar começou a abrandar. E, foi precisamente nesta altura, no meu de meus devaneios que vi o vulto de negro sorridente e sarcástico abrindo os braços para mim e dizendo:
- Finalmente conseguiste-me encontrar, eu sou a morte.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~FIM~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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